Resumo
Introdução: Alterações pigmentares são comumente encontradas nos recém-nascidos (RN) em razão da imaturidade da epiderme, que é mais fina e apresenta menor eficiência da barreira cutânea, além do desenvolvimento ainda incompleto das glândulas sebáceas e sudoríparas. Esses fatores tornam a pele do recém-nascido mais suscetível a lesões e irritações. Objetivo: Descrever as principais alterações pigmentares em recém-nascidos, abordando seus aspectos clínicos e epidemiológicos, com ênfase na importância do reconhecimento adequado dessas lesões. Métodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio das bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO e Google Acadêmico. Foram selecionados 20 artigos, conforme critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. Resultados: As principais alterações pigmentares identificadas foram a mancha mongólica, o nevo melanocítico congênito e as manchas café com leite. A maioria dessas lesões apresenta caráter benigno e transitório, embora algumas possam estar associadas a condições clínicas específicas, exigindo avaliação criteriosa. Conclusão: O conhecimento adequado sobre as alterações pigmentares em neonatos é essencial para a prática clínica, pois permite distinguir manifestações benignas de condições patológicas, favorecendo o diagnóstico e a intervenção precoces quando necessário. Além disso, contribui para a orientação adequada dos responsáveis e para a redução de intervenções desnecessárias, promovendo um acompanhamento neonatal mais seguro e eficaz
