Resumo
Introdução: O adiamento da maternidade, associado ao envelhecimento reprodutivo tem aumentado as taxas de infertilidade feminina. Consequentemente, observa-se uma elevação significativa na busca por Técnicas em Reprodução Assistida após os 34 anos. Além disso, a criotransferência pode ser realizada tanto por óvulo próprio como por ovodoação. Objetivo: Este estudo visa analisar a taxa de sucesso de criotransferências autólogas e por ovodoação correlacionando-as com a idade materna. Metodologia: Trata-se de estudo quantitativo, transversal e retrospectivo. Foram selecionados 380 criotransferências por Fertilização In Vitro, realizados em um centro de reprodução humana, entre janeiro e dezembro de 2022. Foram coletados dados em prontuários eletrônicos, incluindo: idade materna, tipo de criotransferência, morfologia do blastocisto, presença de Síndrome de Hiperestimulação Ovariana, resultado do Teste Genético Pré-implantacional para Aneuploidia, resultado gestacional e tipo de gestação. Posteriormente, analisados utilizando o coeficiente de correlação de Pearson, com significância (5%) avaliada pelo teste de t de Student. As médias e variâncias das idades dos grupos positivo e negativo foram comparadas por meio do teste de t (5%) e F (5%) respectivamente. Resultados: A idade não apresentou correlação com as taxas de sucesso da reprodução assistida. Foi detectada diferença estatística, entre a idade e a ocorrência de alterações cromossômicas, contudo, não entre ocorrências de múltiplas alterações genéticas e a idade. Conclusão: Foi identificado um aumento na adesão da ovodoação conforme o avançar da idade e uma preservação da fertilidade do casal após realização dos protocolos, independentemente da idade materna, demonstrando a importância e eficácia desses métodos no tratamento de infertilidade.
