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MORTALIDADE POR CÂNCER DO COLO DO ÚTERO NO BRASIL (2013–2022): UMA ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL E AMBIENTAL COM MODELAGEM ESTATÍSTICA AVANÇADA
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Palavras-chave

Efeitos do clima;
Doenças cervicouterinas;
Vigilância em saúde pública.

Resumo

Introdução: A mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil apresenta tendência heterogênea entre regiões, refletindo desigualdades no acesso ao rastreamento, diagnóstico precoce e tratamento oportuno. Além das variáveis sociodemográficas, é notório o impacto de variáveis climáticas sobre a mortalidade mencionada. Objetivo: Analisar os padrões espaço-temporais da mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil entre 2013 e 2022, investigando associações com fatores ambientais e socioeconômicos. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico analítico com abordagem quantitativa, que utilizou dados do SIM/DATASUS, INMET, INPE e IBGE. As taxas padronizadas de mortalidade por 100 mil mulheres foram associadas a variáveis como temperatura média anual, queimadas, desmatamento e indicadores socioeconômicos. Foram empregados modelos de regressão multivariada e Modelos Aditivos Generalizados (GAM) para identificar associações significativas. Resultados/Discussão: No período analisado, ocorreram 62.175 óbitos, com aumento de 28,6% no número anual. As maiores taxas foram observadas nas regiões Norte e Nordeste. Os modelos revelaram associação estatisticamente significativa entre a média anual de queimadas (β = 0,32; p=0,003) e a elevação da temperatura média anual acima de 1,5°C (RR = 1,09; IC95%: 1,02–1,17) com aumento na mortalidade. A maioria dos óbitos concentrou-se entre mulheres pardas de 40 a 59 anos, residentes em áreas de baixa cobertura de saúde. Conclusão: Conclui-se que o câncer cervical é sensível não apenas a fatores infecciosos, mas também a determinantes ambientais e estruturais, exigindo políticas intersetoriais que integrem saúde, ambiente e equidade territorial.

https://doi.org/10.65027/2447-3405.2026.1080
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