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AUTONOMIA E DESAFIOS SOB A ÓTICA DO ENFERMEIRO OBSTÉTRICO
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Palavras-chave

Autonomia profissional;
Enfermagem obstétrica;
Trabalho de parto;
Assistência ao parto.

Resumo

Introdução: O modelo de assistência intervencionista está intimamente ligado aos estágios materno-fetais desfavoráveis, evidenciando a necessidade de uma mudança de perspectiva, na qual a enfermagem obstétrica assume papel fundamental na oferta de uma assistência humanizada. Logo, a autonomia do enfermeiro obstétrico torna-se imprescindível para que o protagonismo da mulher e a fisiologia natural do parto sejam respeitados. Objetivo: Conhecer a percepção dos enfermeiros obstetras acerca da autonomia, dos avanços e dos desafios no âmbito profissional. Metodologia: Trata-se de pesquisa qualitativa, com coleta de dados entre junho e outubro de 2024, por meio de entrevistas semiestruturadas, com três questões norteadoras, com a participação de 20 enfermeiros obstétricos que atuam na assistência à mulher em trabalho de parto e parto. Resultados: Emergiram duas grandes categorias analíticas: Autonomia e Desafios na assistência. O estudo revelou que a autonomia dos profissionais está ligada ao conhecimento e à referência científica, promovendo o respeito na equipe multidisciplinar. Destacou-se, também, a humanização da assistência quando enfermeiras obstetras conduzem o trabalho de parto. No entanto, persistem desafios, como a falta de conhecimento sobre as atribuições dos enfermeiros obstétricos por profissionais mais antigos e a carência de insumos. Considerações finais: A atuação dos enfermeiros obstetras na saúde materno-infantil apresenta avanços e desafios, especialmente em relação à autonomia profissional e à colaboração nas equipes multidisciplinares. Superar esses obstáculos requer reavaliação das políticas de saúde, formação contínua dos profissionais e melhoria na gestão dos recursos.

 

https://doi.org/10.65027/2447-3405.2026.1009
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