Resumo
Introdução: A autopercepção de saúde fornece informações sobre o estado geral de saúde do indivíduo e pode influenciar diversas situações, como a ocorrência de quedas em idosos. As quedas representam um importante problema de saúde pública, gerando incapacidade e mortalidade. Objetivo: Analisar a relação entre autopercepção de saúde e a ocorrência de quedas em idosos atendidos na atenção primária. Metodologia: Estudo analítico transversal com 540 idosos (≥60 anos), atendidos nos Centros de Saúde da Família de Goiânia-GO. A caracterização sociodemográfica foi avaliada por questionário elaborado pelos pesquisadores. A autopercepção de saúde foi avaliada pelo Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional-20 (IVCF-20), utilizando a pergunta: “Em geral, comparando com outras pessoas da sua idade, você diria que sua saúde é: excelente, muito boa, boa, regular ou ruim?”. A ocorrência de quedas foi investigada utilizando o Clinical Falls Risk Assessment Form. Modelos de regressão logística foram utilizados para obtenção do odds ratio e do IC 95%. Resultados: Indivíduos com autopercepção negativa da saúde (“regular” ou “ruim”) apresentaram maior ocorrência de quedas (301 – 55,7%) do que aqueles com percepção positiva (239 – 44,3%). O sexo feminino teve maior prevalência de quedas (140 – 39,7%). Escolaridade e renda mais elevadas apresentaram associação significativa com autopercepção positiva (165 – 47,6%; 266 – 64,1%; 18 – 81,8%). Conclusão: A autopercepção negativa da saúde está associada ao aumento do risco de quedas. Mulheres caem mais, enquanto maior escolaridade e renda favorecem melhor percepção de saúde.
