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ASSOCIAÇÃO DO USO REGULAR DE TERAPIA ANTIRRETROVIRAL COM A QUALIDADE DE VIDA E INCIDÊNCIA DE COINFECÇÕES EM PESSOAS QUE VIVEM COM HIV/AIDS
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Palavras-chave

Terapia antirretroviral de alta atividade;
Adesão à medicação;
Infecções oportunistas;
Estigma;
Comorbidade.

Resumo

Introdução: A investigação da associação entre a adesão à terapia antirretroviral (TARV), a qualidade de vida e a incidência de coinfecções em pessoas que vivem com HIV/AIDS (PVHIV), além de caracterizar o perfil sociodemográfico e clínico dessa população, contribui para uma compreensão mais abrangente dos fatores associados aos desfechos clínicos e psicossociais nesse contexto assistencial. Objetivo: Analisar a associação entre o uso regular da TARV, a incidência de coinfecções e a qualidade de vida de PVHIV atendidas em um hospital de referência em infectologia. Metodologia: Estudo observacional transversal realizado em hospital de referência em infectologia em Goiânia (GO), entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, com amostra de conveniência composta por 100 PVHIV atendidas em regime ambulatorial ou de internação. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário digital auto aplicável, disponibilizado na plataforma Google Forms, contendo inquérito sociodemográfico e clínico e o instrumento HIV/AIDS-Targeted Quality of Life (HAT-QoL). A adesão à TARV foi classificada em uso regular, uso irregular ou sem adesão. Utilizaram-se análises descritivas e testes não paramétricos (Teste Exato de Fisher e Kruskal–Wallis), com nível de significância de 5%. Resultados: A maioria dos participantes era do sexo masculino (85%), com média de idade de 31 anos, diagnóstico de HIV há menos de cinco anos (68%) e uso regular da TARV (65%). Coinfecções foram relatadas por 49% dos participantes, com predominância da tuberculose. Observou-se associação estatisticamente significativa entre a adesão à TARV e menor incidência de coinfecções (p < 0,001), bem como escores significativamente mais elevados de qualidade de vida em todos os domínios avaliados entre os indivíduos com uso regular da medicação (p < 0,001). O domínio “preocupação com o sigilo” apresentou os menores escores. Conclusão: A adesão regular à TARV associa-se à menor ocorrência de coinfecções e melhor QV em PVHIV.

https://doi.org/10.65027/2447-3405.2026.1025
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