Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap <p>A <strong>RESAP (ISSN 2447-3405)</strong> é um periódico de acesso aberto, voltado para a disseminação de conhecimento em Ciências da Saúde, com foco em Saúde Pública, Educação em Saúde e Gestão em Saúde. Publicada exclusivamente online, busca contribuir para o avanço dessas áreas por meio de pesquisas e estudos de alta relevância.</p> Superintendência de Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás pt-BR Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2447-3405 ANÁLISE DO TEMPO RESPOSTA E SUAS IMPLICAÇÕES NO ATENDIMENTO DE PACIENTES COM ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO EM UM HOSPITAL DE URGÊNCIA: ESTUDO TRANSVERSAL RETROSPECTIVO https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/976 <p>Introdução: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) constitui uma das maiores causas de mortalidade e incapacidade neurológica no mundo. Dessa maneira, o reconhecimento precoce dos sintomas, os cuidados, agilidade no atendimento e as decisões tomadas pela equipe de saúde que trabalha na emergência são imprescindíveis para um melhor prognóstico do AVE. Objetivo: Analisar o tempo resposta de pacientes acometidos pelo AVE admitidos na emergência de um hospital de urgência e trauma. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal retrospectivo, analítico de abordagem quantitativa. Resultados: O tempo médio entre o início dos sintomas e a chegada ao hospital foi de 14 horas; destaca-se que 39% dos pacientes apresentaram esse intervalo. É relevante mencionar que, considerando a janela terapêutica recomendada para o AVE (0 a 4,5 horas), cerca de 59% dos pacientes foram atendidos em um tempo superior a 4,5 horas. Discussão: O atraso na busca por atendimento está frequentemente relacionado ao desconhecimento dos sintomas e à subestimação da gravidade do evento, fatores que contribuem para o aumento da morbimortalidade. Além disso, a mortalidade nos primeiros meses após o AVE isquêmico é de cerca de 10%, podendo chegar a 40% ao final do primeiro ano, e a sobrevida depende do tratamento precoce. Conclusão: Os achados deste estudo revelaram pontos críticos para o atendimento do paciente vítima de AVE, com atraso significativo em vários estágios do atendimento a esse perfil de paciente.</p> Fernanda de Souza Oliveira Ana Silvia Souza do Carmo Maria Deluany Guilherme Duarte Vittória Braz de Oliveira Alves Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-01-30 2026-01-30 12 1 10 12a5 10.65027/2447-3405.2026.976 DESFECHOS CLÍNICOS NO USO DE FOTOBIOMODULAÇÃO EM DISFÁGICOS EM UM HOSPITAL GERAL https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/982 <p>Introdução: A fotobiomodulação (FBM) é um recurso terapêutico indicado para otimização do desempenho funcional do sistema estomatognático. O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença metabólica de etiologia genética, ambiental ou multifatorial que pode aumentar o risco para a broncoaspiração. A disfagia, por sua vez, pode acarretar desnutrição, desidratação, pneumonia aspirativa e óbito. Assim, o estudo da FBM como recurso terapêutico para o tratamento da disfagia torna-se imprescindível, pois pode promover analgesia, modulação inflamatória, melhora muscular e cicatrização tecidual. Objetivo: Descrever os resultados fonoaudiológicos do uso de FBM em pacientes disfágicos. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo e observacional, envolvendo indivíduos que fizeram uso de FBM para tratamento fonoaudiológico de disfagia, durante seu período de internação entre dezembro de 2022 e dezembro de 2023. Resultados: Foram incluídos 9 participantes, com idade média de 55 anos (±22,4), com predomínio do sexo masculino (77,8%) e solteiros (44,4%). Destes, 33,3% (n=3) não apresentavam comorbidades, 22,2% (n=2) eram diabéticos e 44,4% (n=4) apresentavam hipertensão arterial sistêmica. Com relação aos dados da FBM, 55,6% (n=5) receberam a aplicação na musculatura suprahioidea com dosagens de 4J e 3J e 44,4% (n=4) receberam aplicação na língua em dosagens de 2J, 3J e 4J. Notou-se melhora no nível de disfagia nas avaliações com o Protocolo Fonoaudiológico de Avaliação do Risco para Disfagia (PARD) e Functional Oral Intake Scale (FOIS) na alta hospitalar. Conclusão: O uso da FBM como terapia complementar apresenta resultados positivos na reabilitação da deglutição. Sua associação com terapias convencionais, especialmente com o uso da luz infravermelha, potencializa os resultados clínicos devido à maior penetração nos tecidos musculares envolvidos.</p> Taylanne Bento Oliveira Yleris de Cássia Arruda Mourão Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-01-30 2026-01-30 12 1 7 12a3 10.65027/2447-3405.2026.982 FATORES ASSOCIADOS À INCIDÊNCIA DE DIARREIA NOSOCOMIAL EM PACIENTES CRÍTICOS https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/983 <p>Introdução: A etiologia da diarreia é multifatorial e sua incidência é influenciada por fatores que contribuem para piores desfechos clínicos. A diarreia é uma das complicações mais recorrentes na hospitalização em unidades de terapia intensiva e se associa ao aumento do tempo de internação, dos custos em saúde e das taxas de mortalidade. Objetivo: Avaliar fatores que se associam à incidência de diarreia nosocomial em pacientes críticos. Metodologia: Trata-se de um estudo longitudinal prospectivo, realizado com pacientes críticos, do período de março a setembro de 2024, acompanhados no seguimento por até dez dias. Foram incluídos adultos com tempo de internação superior a 72 horas, em uso exclusivo de uma via alimentar. Foram excluídos pacientes com presença de neoplasia intestinal, internação por diarreia, fecalomas, diagnóstico de doença inflamatória intestinal e outras comorbidades comprometedoras da integridade intestinal, uso de quimioterápico, uso de laxantes e os readmitidos na UTI. Resultados: Ao avaliar 79 pacientes críticos, notou-se que 26,6% cursaram com diarreia que foi associada a maior tempo de internação (6 dias; p= 0,010), menores valores de hemoglobina (9,3 g/dL; p= 0,042) e maior magnésio sérico (2,3 mg/dL; p= 0,026). Dentre os fatores desencadeadores de diarreia, a oferta plena de calorias e proteínas associou-se ao aumento do risco (p&lt;0,001). Conclusão: A oferta plena de calorias e proteínas associou-se significativamente com a diarreia nosocomial e contribuiu para o aumento de três vezes na chance de ocorrência desse desfecho na UTI. O tempo de internação aumentou as chances de ocorrência de diarreia. Não observamos associação entre administração medicamentosa de antibióticos e a ocorrência de diarreia.</p> Júlia Machado Borelli Amanda Gomes de Paula Dayane Moraes Oliveira Raphaela Moiana da Costa Daianna Lima da Mata Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-01-30 2026-01-30 12 1 10 12a2 10.65027/2447-3405.2026.983 PREVALÊNCIA DE DISFAGIA EM PACIENTES TRAQUEOSTOMIZADOS PÓS TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO EM UM HOSPITAL DE URGÊNCIA E TRAUMA https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/985 <p>Introdução: A traqueostomia é um procedimento comumente realizado no Brasil, especialmente em homens e nas regiões Sudeste e Sul, tendo como principais indicações a intubação orotraqueal prolongada e obstruções de vias aéreas. Em pacientes com traumatismo cranioencefálico, a traqueostomia é empregada para garantir a permeabilidade das vias respiratórias. A avaliação fonoaudiológica é essencial nesses pacientes, considerando aspectos clínicos, cognitivos, respiratórios, linguísticos e da motricidade orofacial. Objetivo: descrever a prevalência de disfagia em pacientes traqueostomizados com diagnóstico de traumatismo cranioencefálico, bem como o perfil sociodemográfico e clínico. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, retrospectivo e de abordagem quantitativa. A amostra foi composta por pacientes adultos, traqueostomizados, com diagnóstico de traumatismo cranioencefálico e admitidos no hospital de estudo. Resultados: Dos 31 pacientes, 77,42% eram homens, com idades entre 20 e 82 anos. Acidentes de trânsito foram a principal causa de traumatismo cranioencefálico (51,61%), com destaque para acidentes motociclísticos. Todos (31 pacientes) fizeram uso de via alternativa de alimentação durante a internação. Nenhum paciente foi classificado como tendo deglutição funcional. Para a mensuração do nível de progressão da ingesta oral, foi utilizada a escala Funcional Oral Intake Scale, na qual 11 pacientes evoluíram para os níveis 2, 5 e 6. Para os indivíduos que não possuíam classificação na escala, a mensuração foi realizada com base na via de alimentação inicial e final. Conclusão: Existe alta prevalência de disfagia em pacientes traqueostomizados pós traumatismo cranioencefálico (87,10%), com predomínio do sexo masculino, vítimas de acidente de trânsito e média de idade de 48,58 anos.</p> Katiely da Conceição de Jesus Lúcia Inês de Araújo Larissa Nunes Macedo Gabrielle Pacheco de Araújo Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-01-30 2026-01-30 12 1 10 12a6 10.65027/2447-3405.2026.985 ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO E REPERCUSSÕES EMOCIONAIS EM FAMILIARES DE PACIENTES PALIATIVOS: UM ESTUDO QUALITATIVO https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/990 <p>Introdução: Acompanhar um familiar em cuidados paliativos representa um desafio emocional significativo, marcado por ansiedade, tristeza e impotência, intensificados pela iminência da perda. Objetivo: Este estudo buscou compreender as repercussões emocionais, fatores contextuais e estratégias de enfrentamento adotadas por familiares de pacientes em cuidados paliativos. Metodologia: Pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, com entrevistas semiestruturadas aplicadas a 11 familiares de pacientes internados em um hospital público de Goiânia, examinadas por meio de análise de conteúdo. Resultados: Foram identificadas três categorias principais: repercussões emocionais (tristeza, ansiedade, medo da perda, luto antecipatório e impotência); fatores contextuais (suporte do serviço de saúde e condições socioeconômicas); estratégias de enfrentamento (esperança e aceitação, autocontrole, espiritualidade, apoio social, foco no presente e foco na resolução de problemas). Conclusão: O sofrimento dos familiares é ampliado pela iminência da perda e por mudanças no vínculo com o paciente. Apoio emocional, ambiente hospitalar e clareza na comunicação são essenciais para reduzir a carga emocional. Suporte psicológico e emocional é fundamental para promover o bem-estar e fortalecimento dos familiares, reforçando a importância de uma abordagem humanizada nos cuidados paliativos.</p> Denise Sousa Roniery Santos Suelenn Eloise Freitas Thaíssa Santana Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-02-20 2026-02-20 12 1 11 12b7 10.65027/2447-3405.2026.990 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR USO DE ÁLCOOL E OUTRAS SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS NA REGIÃO CENTRO-OESTE (BRASIL) ENTRE 2019 E 2023 https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/1016 <p>Introdução: O uso de álcool e de outras substâncias psicoativas impacta a saúde pública, sendo um dos principais fatores relacionados à internação hospitalar por transtornos mentais e comportamentais, além de gerar altos custos ao Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: analisar as internações relacionadas ao uso de álcool e outras substâncias psicoativas na Região Centro-Oeste (Brasil) entre 2019 e 2023. Metodologia: Realizou-se um estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo de séries temporais, utilizando dados do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), provenientes do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), no qual foi analisada a taxa de internação hospitalar por transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de álcool e outras substâncias psicoativas, por Região (Centro-Oeste), estado (Goiás) e sexo, no período de 2019 a 2023. Resultados: Nesse período, ocorreram 207.983 internações por uso de psicoativos e 153.716 por uso de álcool no Brasil, majoritariamente em homens. Observou-se que o número de internações decaiu em 2020 para ambos os tipos de substâncias, mas posteriormente aumentou até 2023, o que pode ser atribuído às restrições impostas pela pandemia. O uso de álcool no Centro-Oeste e em Goiás seguiu em queda a partir de 2022, o que pode ser associado às políticas regionais e às estratégias de redução de danos. Conclusão: As internações por álcool e outras substâncias apresentaram padrões distintos ao longo do período analisado. Os achados reforçam a relevância do tema para a saúde pública e evidenciam a necessidade de implementar estratégias que reduzam essas internações e ampliem o acesso ao cuidado em saúde mental.</p> Amanda Leones Castro Andressa Santarém Ferreira Felipe Gonçalves Correia Laisa Manoela Araujo Cordeiro Thiemy Iwata Passos Elton Brás Camargo Júnior Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-01-30 2026-01-30 12 1 8 12a8 10.65027/2447-3405.2026.1016 PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E OCORRÊNCIA DE ÓBITOS EM PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS: CAQUEXIA ASSOCIADA À MAIOR MORTALIDADE https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/1023 <p>Introdução: A epidemia relacionada ao vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), é um problema de saúde pública, por sua rápida disseminação em espaços geográficos, possibilidade de complicações metabólicas devido à sua cronicidade e pela redução da expectativa de vida de indivíduos que não recebem tratamento oportuno. O acesso universal aos serviços de saúde e terapia antirretroviral foi importante para o aumento da sobrevida de pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA). A incidência de comorbidades crônicas, porém, aumentou proporcionalmente. A caquexia é um agravo importante no momento da notificação e acredita-se que tenha associação com piores prognósticos, como mortalidade. Dessa forma, torna-se necessário investigar a sobrevida de PVHA nesse contexto. Objetivo: Avaliar a relação da caquexia com mortalidade de PVHA. Método: Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional, de caráter retrospectivo, com abordagem quantitativa, a partir de dados secundários, coletados no Núcleo Hospitalar de Vigilância Epidemiológica do Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT). Os dados foram obtidos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) 2018-2022. Investigou-se a relação entre caquexia e mortalidade para auxiliar em perspectivas futuras de intervenção para essa população. Resultados: Entre 3.097 indivíduos notificados, predominou o sexo masculino (71%) e a faixa etária entre 30 e 59 anos. Mais da metade da amostra apresentou contagem de linfócitos TCD4+ inferior a 350 células/mm³ (56%), percentual que alcançou 79% nos indivíduos com caquexia. Do total, 87,7% estavam vivos, 11,9% evoluíram para óbito por HIV/Aids e 0,4% por outras causas. Entre os 1.103 casos com caquexia, 78,9% estavam vivos e 21,1% evoluíram para óbito. A análise de regressão logística evidenciou associação estatisticamente significativa entre caquexia e mortalidade (OR = 1,01; IC95%: 1,004–1,023; p = 0,007), indicando maior risco proporcional de óbito nesse subgrupo. Conclusão: A presença de caquexia esteve associada a maior mortalidade proporcional em PVHA, reforçando a importância da elaboração de estratégias para prevenção e manejo da caquexia neste público.</p> Gabriely Ferreira Gonçalves Clara Sandra Araujo Sugisaki Karla Katiussuy Vieira Neto Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-02-20 2026-02-20 12 1 8 12b6 10.65027/2447-3405.2026.1023 VIOLÊNCIA SEXUAL E HOMICÍDIOS DE MULHERES SEGUNDO RAÇA EM GOIÁS (2013–2022): ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA E ABORDAGEM DECOLONIAL https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/1024 <p>Introdução: A violência sexual ainda é reconhecida como um problema de grande impacto na Saúde Pública. Esse fenômeno é atravessado por desigualdades de raça e gênero, que ampliam a vulnerabilidade de determinados grupos populacionais. Objetivo: Comparar o comportamento estatístico da violência sexual e os índices de homicídios entre mulheres brancas e não brancas no estado de Goiás, no período de 2013 a 2022. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal que utilizou o Sistema de Informação de Agravos de Notificação para a coleta de dados, analisando 120 registros na categoria “Violência Interpessoal/Autoprovocada - Brasil”, entre as variáveis “branca”, “negra” e “parda”. A abordagem estatística envolveu o Teste de Shapiro-Wilk para avaliar a normalidade dos dados; a verificação por meio de tabela de contingência para medir a associação entre raça e notificação de violência; e o Teste de Qui-Quadrado para examinar diferenças significativas entre os grupos. Resultados: Indicaram padrões não gaussianos em ambos os grupos observados; para mulheres brancas, coeficiente de 0,907 e valor-p de 4,802e-07; enquanto para mulheres negras, coeficiente de 0,805 e valor-p de 2,631e-11. Na análise racial, o valor-p (1,94e-07) do Teste de Qui-Quadrado para independência apontou associação estatisticamente significativa entre a raça das mulheres e o número de notificações de violência sexual, o que incitou a observação dessa realidade à luz de teorizações decoloniais. Conclusão: Evidenciam-se disparidades raciais na notificação da violência sexual, destacando a necessidade de abordagens interseccionais e decoloniais para compreender e enfrentar esse problema de saúde pública.</p> Samuel Pikhardt Martins Gerley Adriano Miranda Cruz Isadora Morais Dias Thawanny Francielly Lino de Oliveira Ana Paula Beirigo Barbosa Angélica Lima Brandão Simões Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-02-20 2026-02-20 12 1 8 12b2 10.65027/2447-3405.2026.1024 ASSOCIAÇÃO DO USO REGULAR DE TERAPIA ANTIRRETROVIRAL COM A QUALIDADE DE VIDA E INCIDÊNCIA DE COINFECÇÕES EM PESSOAS QUE VIVEM COM HIV/AIDS https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/1025 <p>Introdução: A investigação da associação entre a adesão à terapia antirretroviral (TARV), a qualidade de vida e a incidência de coinfecções em pessoas que vivem com HIV/AIDS (PVHIV), além de caracterizar o perfil sociodemográfico e clínico dessa população, contribui para uma compreensão mais abrangente dos fatores associados aos desfechos clínicos e psicossociais nesse contexto assistencial. Objetivo: Analisar a associação entre o uso regular da TARV, a incidência de coinfecções e a qualidade de vida de PVHIV atendidas em um hospital de referência em infectologia. Metodologia: Estudo observacional transversal realizado em hospital de referência em infectologia em Goiânia (GO), entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, com amostra de conveniência composta por 100 PVHIV atendidas em regime ambulatorial ou de internação. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário digital auto aplicável, disponibilizado na plataforma Google Forms, contendo inquérito sociodemográfico e clínico e o instrumento HIV/AIDS-Targeted Quality of Life (HAT-QoL). A adesão à TARV foi classificada em uso regular, uso irregular ou sem adesão. Utilizaram-se análises descritivas e testes não paramétricos (Teste Exato de Fisher e Kruskal–Wallis), com nível de significância de 5%. Resultados: A maioria dos participantes era do sexo masculino (85%), com média de idade de 31 anos, diagnóstico de HIV há menos de cinco anos (68%) e uso regular da TARV (65%). Coinfecções foram relatadas por 49% dos participantes, com predominância da tuberculose. Observou-se associação estatisticamente significativa entre a adesão à TARV e menor incidência de coinfecções (p &lt; 0,001), bem como escores significativamente mais elevados de qualidade de vida em todos os domínios avaliados entre os indivíduos com uso regular da medicação (p &lt; 0,001). O domínio “preocupação com o sigilo” apresentou os menores escores. Conclusão: A adesão regular à TARV associa-se à menor ocorrência de coinfecções e melhor QV em PVHIV.</p> Morena Lustosa Barbosa Leonardo Alves Rezende Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-02-20 2026-02-20 12 1 11 12b3 10.65027/2447-3405.2026.1025 DESEMPENHO DE MÉTODOS CONVENCIONAIS E AUTOMATIZADOS (MALDI-TOF MS E VITEK-2) NA IDENTIFICAÇÃO DE LEVEDURAS https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/1031 <p>Introdução: Candida e Cryptococcus são agentes etiológicos frequentes de infecções fúngicas sistêmicas, cuja identificação precisa das espécies é fundamental para o diagnóstico e para a adequada terapia antifúngica. Métodos micológicos convencionais, baseados em provas bioquímicas e morfológicas manuais, podem apresentar tempo de resposta prolongados, o que tem impulsionado a adoção de técnicas automatizadas, como o VITEK® 2 Compact e o MALDI-TOF MS, que possibilitam uma identificação rápida e confiável, otimizando o manejo clínico. Objetivo: Avaliar a acurácia de metodologias automatizadas, MALDI-TOF e VITEK-2, e de testes bioquímicos na identificação fúngica de leveduras. Metodologia: Estudo analítico transversal quantitativo, com dados de janeiro de 2023 a janeiro de 2024, avaliou a concordância das metodologias automatizadas e as provas bioquímicas convencionais manuais em amostras positivas para crescimento leveduriforme, através do programa Microsoft Office Excel 2013®. Resultados: Foram isolados dois gêneros e 11 espécies, totalizando 126 leveduras identificadas pelas três metodologias. Desses, 63 pertenciam ao gênero Candida e 63 ao gênero Cryptococcus. Todas as amostras foram identificadas em nível de gênero, e 89,68% foram identificadas em nível de espécie pelas técnicas manuais. Pelo sistema VITEK® 2, 96,82% das amostras foram identificadas em nível de gênero e 88,88% em nível de espécie. O MALDI-TOF MS, por sua vez, apresentou desempenho superior, com 100% de identificação em nível de espécie. Conclusão: As técnicas bioquímicas convencionais e o VITEK-2 apresentam limitações significativas na identificação dos fungos em questão, ao contrário do MALDI-TOF MS, que mostrou melhor desempenho.</p> Janaina Fontes Ribeiro Vitor Hugo Jardim Pereira Disley Xavier Rodrigues Dias Ailton José Soares Andrea Cândida dos Santos Furtado Edna Joana Cláudio Manrique Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-02-20 2026-02-20 12 1 10 12b4 10.65027/2447-3405.2026.1031 EPIDEMIOLOGIA E PERFIL DE RESISTÊNCIA DA STENOTROPHOMONAS MALTOPHILIA EM LABORATÓRIO DE REFERÊNCIA EM SAÚDE PÚBLICA: UM ESTUDO DE 2015 A 2024 https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/1034 <p>Introdução: O estudo retrospectivo analisou a epidemiologia e o perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos de Stenotrophomonas maltophilia em amostras encaminhadas ao Laboratório de Referência Estadual em Saúde Pública de Goiás entre 2015 e 2024. Objetivo: Avaliar 97.418 amostras, das quais 458 apresentaram crescimento de S. maltophilia, correspondendo a 358 casos distintos. A maioria ocorreu em pacientes do sexo masculino (64,5%), com idade média de 35,5 anos. Metodologia: Estudo observacional com predominância em pacientes menores de 1 ano e entre 40 e 59 anos. As amostras foram majoritariamente swabs de vigilância (86,2%). Resultados: Verificou- se aumento expressivo no número de casos a partir de 2020, possivelmente associado à pandemia de COVID-19, que pode ter favorecido o uso ampliado de antimicrobianos e a ocorrência de infecções oportunistas. Em 7,76% dos casos, houve isolamento concomitante de outros microrganismos. A resistência ao Sulfametoxazol- Trimetoprima (SUT) elevou-se de 5,15% no período de 2015 a 2020 (critérios CLSI) para 10,9% entre 2020 e 2024 (critérios BrCAST). A alteração dos pontos de corte interpretativos resultou em aumento significativo de isolados com suscetibilidade intermediária (62,8%) ao SUT, impactando a escolha terapêutica e a interpretação clínica dos resultados. Conclusão: Este estudo reforça a importância da vigilância epidemiológica contínua de S. maltophilia e evidencia a necessidade de monitoramento constante dos perfis de resistência, sobretudo em populações vulneráveis, como neonatos e pacientes imunocomprometidos, contribuindo para estratégias eficazes de controle e uso racional de antimicrobianos em ambientes hospitalares.</p> Vitor Hugo Jardim Pereira Janaina Fontes Ribeiro Ana Beatriz Mori Lima Lilian Silveira Caetano Cassiane Casanova Edna Joana Cláudio Manrique Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-02-20 2026-02-20 12 1 7 12b5 10.65027/2447-3405.2026.1034 QUALIDADE DE VIDA E CAPACIDADE FUNCIONAL NA DOENÇA FALCIFORME: DESAFIOS E IMPACTOS DA HOSPITALIZAÇÃO https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/1041 <p><strong>Introdução: </strong>A doença falciforme (DF) é a doença genética de maior prevalência mundial, frequentemente associada a internações prolongadas e recorrentes. Devido às exacerbações da condição e ao quadro clínico, os indivíduos acometidos apresentam redução significativa da qualidade de vida (QV), manifestada por alterações do sono, baixa autoestima, restrição da convivência social, dor crônica, limitação dos movimentos e comprometimento funcional. <strong>Objetivo:</strong> Avaliar a QV dos pacientes hospitalizados com diagnóstico de DF e correlacioná-la com capacidade funcional e tempo de internação. <strong>Métodos: </strong>Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo, realizado com pacientes internados no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC/UFG) em Goiânia-GO. Os participantes foram avaliados por meio de um formulário próprio contendo informações sobre a doença, dados clínicos, sinais vitais, teste de marcha estácionária (TME2) e questionário de QV <em>World Health Organization Quality of Life</em> -WHOQOL Bref<strong>Resultados:</strong> A amostra foi composta por 23 participantes, de ambos os sexos, com idade média de 23,52 anos. A média de QV foi de 56,12 ± 20,94. Não foram observadas correlações significativas entre a QV, a capacidade funcional e o tempo de internação.<strong> Conclusão: </strong>A QV dos pacientes hospitalizados com DF foi considerada insatisfatória e não apresentou associação com a capacidade funcional e o tempo de internação.</p> Viviane Assunção Guimarães Daniella Alves Vento Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-01-30 2026-01-30 12 1 7 12a7 10.65027/2447-3405.2026.1041 EFEITOS DA RESTRIÇÃO CALÓRICA NO HUMOR, ANSIEDADE E DEPRESSÃO https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/984 <p>Introdução: A restrição calórica pode exercer efeito coadjuvante ao medicamento antidepressivo, auxiliando no tratamento de distúrbios psicológicos, considerando seus possíveis efeitos no sistema neuroendócrino e no humor. Objetivo: Analisar os efeitos do déficit calórico em diferentes variáveis de saúde mental, com enfoque nos sintomas de depressão e ansiedade. Método: Revisão de literatura narrativa conduzida nas bases de dados PUBMED, ScienceDirect, Scopus e MEDLINE, sem delimitação de tempo, utilizando os descritores depression, anxiety, mental health, calorie restriction, low calorie e fasting. Resultados: Os instrumentos de avaliação mais recorrentes foram Perfil dos Estados de Humor (POMS), Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton (HDRS) e Inventário de Depressão de Beck II (BECK-II). Os protocolos dietéticos foram variados, incluindo restrição de 300 a 500 kcal/dia, redução de 10% a 30% da energia total, dieta de 1.090 kcal no dia 1 com redução de 725 kcal nos dias 2 a 5 e restrição de 266 kcal/dia. Dos 19 estudos analisados, 11 apresentaram efeitos positivos, enquanto 6 reportaram efeitos negativos da restrição calórica. Entre os benefícios observados, destacam-se reduções significativas em tensão, raiva e confusão, refletindo melhora no bem- estar psicológico, autoestima, humor, clareza mental e qualidade de vida. Os efeitos adversos aos parâmetros de saúde mental incluíram maior percepção de tensão, aumento da fadiga, alterações no vigor e perturbações emocionais. Conclusão: A restrição calórica demonstrou potenciais benefícios à saúde mental, sobretudo na melhora de sintomas depressivos, quando associada à boa adesão dietética em médio e longo prazo. Protocolos excessivamente restritivos e de curta duração estiveram associados a piores desfechos psicológicos.</p> Vanessa Roriz Ferreira de Abreu Marko Fellipe Oliveira Teixeira Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-01-30 2026-01-30 12 1 12 12a4 10.65027/2447-3405.2026.984 ABORDAGENS MOTORAS NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/1052 <p>Introdução: Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) frequentemente apresentam atrasos no desenvolvimento motor e no controle postural, dificuldades na comunicação, interação social, alterações sensoriais e comportamentais. Abordagens motoras específicas podem promover a saúde física, melhorar a interação social, reduzir comportamentos desafiadores e estimular o desenvolvimento neuropsicomotor. Objetivo: Apresentar uma síntese do conhecimento sobre abordagens motoras utilizadas no tratamento de indivíduos com Transtorno do Espectro Autista. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, na qual buscou-se estudos originais publicados no período de 2019 a 2024 nas bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), United States National Library of Medicine (PubMed), e no Physiotherapy Evidence Database (PEDro). Resultados: Foram incluídos na amostra final seis artigos em inglês, nestes foram utilizados dois tipos de intervenções fisioterapêuticas e outras modalidades físicas adicionais, como golfe, ioga e realidade virtual. Conclusão: Os estudos demonstraram que além das intervenções fisioterapêuticas, outras estratégias motoras podem ser motivadoras e capazes de promover aprendizagens diferenciadas que auxiliarão no desenvolvimento motor dos indivíduos com Transtorno do Espectro Autista, tendo como foco principal a singularidade e as potencialidades de cada indivíduo.</p> Daniella Moreira Borges Celestino Aylana Vieira Alves Francine Aguilera Rodrigues da Silva Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-02-20 2026-02-20 12 1 7 12b4 10.65027/2447-3405.2026.1052 DESAFIOS NA CAPACITAÇÃO EM INFORMÁTICA PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE EM JATAÍ - GOIÁS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/1026 <p>Introdução: A transformação digital na saúde pública tem se consolidado como um eixo estratégico para aprimorar a qualidade da assistência, otimizar processos e ampliar a eficiência dos serviços. Contudo, para que essa transição seja efetiva, é essencial investir na qualificação contínua dos profissionais de saúde, responsáveis pela operacionalização dos sistemas. Ainda assim, barreiras culturais, técnicas e estruturais frequentemente dificultam a incorporação de novas tecnologias, impactando diretamente a rotina de trabalho e a qualidade do atendimento prestado à população. Objetivos: Analisar os desafios enfrentados na capacitação em informática oferecida a profissionais de saúde de Jataí (GO) e identificar estratégias para fortalecer a adesão à transformação digital no Sistema Único de Saúde. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir das capacitações realizadas entre fevereiro e dezembro de 2024, com uso de metodologias ativas e estratégias participativas. Relato: Trinta profissionais participaram das ações, demonstrando engajamento e boa receptividade às dinâmicas propostas. Entretanto, foram observadas dificuldades práticas na adaptação aos sistemas informatizados e na utilização de ferramentas digitais no cotidiano de trabalho. Discussão: Identificaram-se barreiras institucionais (infraestrutura limitada e suporte técnico restrito), operacionais (escassez de capacitações práticas e carga de trabalho elevada) e culturais (resistência inicial e insegurança frente à tecnologia). Essas limitações reforçam a necessidade de investimentos em capacitação contínua, suporte técnico permanente e planejamento estratégico. Conclusão: Recomenda-se ampliar iniciativas de formação com metodologias ativas, simulações práticas e canais de apoio contínuo, favorecendo maior adesão digital, integração de sistemas, eficiência operacional e transparência na gestão em saúde pública.</p> Marco Toribio Maryana Carvalho Silva Bárbara Ferreira Lopes Péter Carvalho Antunes Dalete Rodrigues de Souza Cecília Uemura Leite José Antônio Alves Pereira Amanda Veiga Paiva Simões Marillia Lima Costa Natane Barbosa Barcelos Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-01-30 2026-01-30 12 1 6 12a9 10.65027/2447-3405.2026.1026 DEVOLUTIVA SOBRE A AVALIAÇÃO MULTIDIMENSIONAL E ORIENTAÇÕES SOBRE O USO DA CADERNETA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE – UM RELATO DE EXPERIÊNCIA https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/1050 <p>Introdução: No contexto da atenção básica, destacam-se os Centros de Saúde da Família (CSF) e o crescimento expressivo de pessoas idosas no país. Com isso, o uso da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa (CSPI) surgiu como um instrumento valioso, auxiliando na identificação das pessoas idosas frágeis ou em risco de fragilização. Objetivos: Relatar a experiência de discentes de mestrado na realização da atividade “Devolutiva sobre a avaliação multidimensional e orientações sobre o uso da caderneta de saúde da pessoa idosa na atenção primária à saúde” nos CSF. Métodos: A atividade ocorreu em junho de 2024, em nove unidades de CSF distribuídas na cidade de Goiânia-GO. Ela foi dividida em apresentação do perfil das pessoas idosas avaliadas no CSF, realização de orientações sobre o uso da caderneta de saúde da pessoa idosa e a prática de atividade física. Por fim, avaliação da atividade por meio de um questionário. Resultados: Dentre os 66 profissionais de saúde que participaram da oficina (Agentes Comunitários de Saúde - ACS, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos), a maioria era do sexo feminino, n=62 (96,9%), com média de idade de 44,04 anos. Sobre participar de alguma atividade de orientação prévia, 54 (83,1%) declararam que já haviam participado e desses, 21 (38,9%) declararam ser sobre a caderneta de saúde da pessoa idosa. Quanto à avaliação final da oficina, 59 (98,3%) consideraram o assunto relevante e 54 (81,8%) a atividade “ótima”. Conclusão: Os mestrandos desenvolveram sua capacidade de manejo dos dados, apresentação e desenvoltura durante a atividade; os profissionais de saúde ficaram satisfeitos com a devolutiva e consideraram importante o desenvolvimento de ações educativas.<br />PALAVRAS-CHAVE: Educação Continuada; Serviços de Saúde para Idosos; Equipe de Assistência ao Paciente.<br />ABSTRACT<br />Introduction: In the context of primary care, Family Health Centers (CSF) stand out, along with the significant growth of the elderly population in the country. Consequently, the use of the Elderly Person's Health Booklet (CSPI) has emerged as a valuable tool, assisting in the identification of frail elderly individuals or those at risk of becoming frail. Objectives: Report the experience of master's students in carrying out the activity "Feedback on multidimensional assessment and guidance on the use of the elderly person's health record in primary health care" in CSF. Methods: The activity took place in June 2024, in nine CSF distributed throughout the city of Goiânia-GO. It was divided into presentation of the profile of the elderly people evaluated at the CSF, guidance on the use of the elderly person's health booklet and practice of physical activity. Finally, the evaluation of the activity through a questionnaire. Results: Among the 66 health professionals who took part in the workshop (Community Health Agents - ACS, nurses, nursing technicians and doctors), the majority were female 62 (96.9%), with an average age of 44.04 years. Regarding participating in some prior orientation activity, 54 (83.1%) stated that they had already participated and of these, 21 (38.9%) stated that it was about the elderly person's health booklet. As for the final evaluation of the workshop, 59 (98.3%) considered the subject relevant and 54 (81.8%) considered the activity “excellent”. Conclusion: The master's students developed their data management, presentation and resourcefulness skills during the activity and the health professionals were satisfied with the feedback and considered the development of educational actions important.<br /><br /></p> Bianca de Albuquerque Carvalho Aline Cristina Batista Resende de Morais Erika Leticia Gomes Nunes Jessé Castelo Souza Santana Tânia Cristina Dias da Silva Hamu Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-01-30 2026-01-30 12 1 5 12a1 10.65027/2447-3405.2026.1050 3º ENCONTRO DOS NÚCLEOS DE EPIDEMIOLOGIA DAS UNIDADES DE SAÚDE DE GOIÁS - REDE NACIONAL DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA HOSPITALAR (RENAVEH) https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/1207 <p>É com grande satisfação que apresentamos esta edição dedicada ao 3º Encontro dos Núcleos de Epidemiologia das Unidades de Saúde de Goiás - Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (RENAVEH), uma estratégia fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS) para o fortalecimento da vigilância epidemiológica no âmbito hospitalar e para o aprimoramento da resposta oportuna aos agravos de interesse em saúde pública no Brasil.<br>A RNVEH constitui-se como um importante dispositivo de articulação entre os serviços de saúde, a vigilância epidemiológica e a gestão do SUS, promovendo a detecção precoce, a notificação qualificada, a investigação e o monitoramento sistemático de eventos adversos, doenças e agravos relevantes para a saúde coletiva. Sua atuação contribui de forma decisiva para a produção de informações estratégicas, essenciais ao planejamento, à tomada de decisões e à implementação de ações de prevenção, controle e mitigação de riscos à saúde da população.<br>No contexto hospitalar, a vigilância epidemiológica assume papel central, uma vez que os hospitais são pontos estratégicos para a identificação de casos graves, surtos, eventos inusitados e emergências em saúde pública. A RENAVEH fortalece essa atuação ao padronizar fluxos, qualificar processos de trabalho e integrar dados, assegurando maior sensibilidade e oportunidade na resposta às ameaças à saúde, em consonância com os princípios da vigilância em saúde e da atenção integral.<br>As experiências, estudos e relatos apresentados nesta edição evidenciam a diversidade e a complexidade das ações desenvolvidas no âmbito da vigilância epidemiológica hospitalar, abordando temas como a vigilância de doenças transmissíveis e não transmissíveis, eventos adversos, agravos de notificação compulsória, emergências em saúde pública, segurança do paciente e integração entre vigilância e assistência. Esses trabalhos refletem o compromisso dos profissionais envolvidos com a qualidade da informação, a ética, o rigor técnico-científico e a melhoria contínua dos serviços de saúde.<br>Destaca-se, nesse cenário, o papel dos Núcleos Hospitalares de Epidemiologia (NHE), que, integrados à RENAVEH, atuam como elos estratégicos entre os hospitais e os sistemas de vigilância, contribuindo para a consolidação de práticas baseadas em evidências, para a qualificação das notificações e para o fortalecimento da cultura de vigilância no ambiente hospitalar.<br>A Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar é resultado do esforço coletivo de gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e instituições, que reconhecem a vigilância epidemiológica como instrumento indispensável para a proteção da saúde da população e para o fortalecimento do SUS. O compartilhamento de conhecimentos, experiências e boas práticas, como os apresentados nesta publicação, reforça a importância do trabalho em rede, da cooperação interinstitucional e da educação permanente em saúde.<br>Assim, esta edição reafirma o compromisso com o fortalecimento da RENAVEH, com a qualificação da vigilância epidemiológica hospitalar e com a produção de conhecimento científico e técnico capaz de subsidiar políticas públicas, aprimorar processos de trabalho e promover respostas mais eficazes aos desafios contemporâneos da saúde pública.<br>Convidamos os leitores a explorar os conteúdos aqui apresentados, que certamente contribuirão para o aprimoramento das práticas de vigilância epidemiológica hospitalar, estimularão reflexões críticas e fortalecerão o intercâmbio de saberes em âmbito nacional.<br>Boa leitura!</p> Patricia Pereira de Oliveira Borges Nathália Rodrigues Nunes Kárita Monielly da Silva Verônica Nogueira Rosa e Silva Nathália Vitória Barbosa Pimentel Juliana Carvalho Lima Luzia dos Santos Oliveira Larissa Sousa Diniz Tatiane Pires da Costa Maria Caroline Sousa Evangelista Maria da Conceição da Silva Carolina Maria da Silva Kássylla Ferreira Santos Rívia Regina Lopes da Silva Souza Evandra Costa Giselle Angelica Moreira de Siqueira Rodrigo Faria Dornelas Renata Figueiredo Carvalho Marlene Ferreira Alves Moreira Nayara Stéfany da Costa Ferreira Nayara Oliveira da Silva Sara Oliveira Souza Erilane Soares da Silva Patrycia Cardial Pessoa Conceição de Maria Rodrigues dos Santos Raiany Ray Vieira Brandão Jhessica Lorrayne Silva Souza Cledma Pereira Ludovico de Almeida Ana Carolina Cristino Brito Ariana Rocha Romao Godoi Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-01-30 2026-01-30 12 1 12 12b1 10.65027/2447-3405.2026.1207 9ª JORNADA CIENTÍFICA DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE GOIÁS: “BOAS PRÁTICAS CIENTÍFICAS “ https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/1247 <p>É com grande satisfação que apresentamos esta edição especial da <strong>Revista Científica da Escola de Saúde Pública de Goiás Cândido Santiago (RESAP)</strong>, dedicada à publicação dos trabalhos selecionados na <strong>9ª Jornada Científica da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO)</strong>, realizada em 11 de setembro de 2025, no auditório da Superintendência da Escola de Saúde de Goiás (SESG).</p> <p>Com o tema central <strong>“Boas Práticas Científicas”</strong>, a jornada consolidou-se como um espaço estratégico de reflexão, diálogo e aprimoramento das práticas éticas, metodológicas e técnicas que orientam a produção do conhecimento científico nas áreas da saúde e campos afins. A escolha desse tema evidencia a crescente preocupação da SES-GO com a integridade científica, a qualidade metodológica e a responsabilidade na condução das pesquisas, aspectos essenciais para ampliar a confiabilidade, o impacto e a aplicabilidade dos estudos no contexto da saúde pública em Goiás.</p> <p>As boas práticas científicas constituem um pilar fundamental para o avanço da ciência, pois asseguram que as pesquisas sejam desenvolvidas e divulgadas com rigor ético, transparência e reprodutibilidade. Esses princípios são indispensáveis para subsidiar a tomada de decisões baseadas em evidências por gestores, profissionais de saúde e pela sociedade. Além disso, o compromisso com tais práticas fortalece a credibilidade da produção científica e promove a disseminação responsável do conhecimento, potencializando seu papel transformador na sociedade.</p> <p>Organizada pela Gerência de Pesquisa e Inovação da Superintendência da Escola de Saúde de Goiás, vinculada à Subsecretaria de Inovação, Planejamento, Educação e Infraestrutura da SES-GO, a <strong>9ª Jornada Científica</strong> reuniu mais de 550 participantes e recebeu 157 trabalhos científicos. Os estudos foram submetidos a um rigoroso processo de avaliação pela comissão científica, que adotou o método de <em>double-blind peer review</em>, assegurando isenção, qualidade e excelência na seleção. Dentre os trabalhos avaliados, 131 foram selecionados para publicação nesta edição especial, e ainda com base nas maiores pontuações, foram também selecionados 10 trabalhos para apresentação oral durante a jornada e 60 trabalhos para apresentação de pôster, refletindo o elevado nível científico das produções publicadas nesta edição da RESAP.</p> <p>Os resumos apresentados contemplam uma ampla diversidade temática, revelando a pluralidade e a profundidade das investigações desenvolvidas no estado de Goiás.</p> <p>Essa diversidade temática evidencia o esforço coletivo de servidores da SES-GO, secretarias municipais de saúde, residentes multiprofissionais, médicos, pesquisadores e instituições de ensino superior, que contribuem de forma significativa para a consolidação do conhecimento científico como instrumento essencial à qualificação dos serviços de saúde e à melhoria da qualidade de vida da população goiana.</p> <p>A programação científica contou com palestras de elevado prestígio acadêmico. Destacou-se a participação do Dr. Sérgio Alberto Cunha Vencio na palestra magna de abertura, na qual abordou a abrangência e a relevância do Tema: Pesquisa em saúde.” Porque estamos voltando ao empirismo?”. Em seguida, o evento foi enriquecido pela presença do Dr. Gilson Luiz Volpato, renomado pesquisador com mais de 50 anos de experiência em produção científica e redação acadêmica, que ministrou a palestra Tema: " Boas Prática em Escrita Científica". Também integrou a programação a Dra. Hérica Cardoso, que abordou Tema: "Avaliação de Tecnologias em Saúde: Princípios e Boas Práticas". Por fim, o Professor Dr. Iwens Sene, integrante do Centro de Excelência de Inteligência Artificial (CEIA – UFG), abrdou o Tema: " Ética na Aplicação de Inteligência Artificial para Busca de Evidências Científicas ".</p> <p>A publicação dos resumos nesta edição especial da RESAP representa não apenas o reconhecimento ao mérito científico dos autores, mas também a reafirmação do compromisso da SES-GO com o fortalecimento da pesquisa, da formação continuada e da produção de conhecimento fundamentado em evidências. Esses pilares são essenciais para o desenvolvimento de um sistema de saúde eficiente, inovador e socialmente comprometido, promovendo um ambiente colaborativo, inclusivo e interdisciplinar.</p> <p>Convidamos os leitores a explorar a riqueza e a relevância dos estudos aqui apresentados, que certamente estimularão novas investigações, fortalecerão o intercâmbio científico e contribuirão para o avanço da saúde pública em Goiás e no Brasil.</p> <p>Boa leitura!</p> Fernanda Pimenta Simom Ferreira Copyright (c) 2026 Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública de Goiás *Cândido Santiago* 2026-03-09 2026-03-09 12 1 226 12b8 10.65027/2447-3405.2026.1247